Gestão da Qualidade Total e sua Importância

Olá Pessoal!!! Segue mais um post feito com muito carinho e dedicação para vocês. O tema de hoje, considero como sendo a base dos fundamentos de um bom administrador. O gestor/administrador que não possui a Gestão da Qualidade Total bem desenvolvida, está fadado ao fracasso.


Vivemos em um mundo que está em constante mudança onde o produto ou serviço precisa acompanhar as tendências do mercado. O termo "competitividade" faz parte do dia-a-dia das empresas que por sua vez têm como obrigação (sobrevivência) vestir suas armaduras e sair à luta. É uma verdadeira guerra onde sai vencedor quem utiliza a Gestão da Qualidade Total da maneira mais completa possível.

O que é Gestão de Qualidade Total (GQT)?

Segundo Juran(1991) qualidade é: “A qualidade consiste nas características do produto que vão ao encontro das necessidades dos clientes e dessa forma proporcionam a satisfação em relação ao produto. A qualidade é a ausência de falhas.” Após definido o significado de qualidade podemos ter uma visão mais focada no sentido da GQT. O termo "total" representa uma linha que vai desde o público interno (desenvolvimento interno da empresa - processos e métodos - pessoas) até o público externo (fornecedores, parceiros, investidores, etc) atingindo e monitorando o projeto como um todo. Ou seja, é o constante monitoramento/planejamento, através de ferramentas criadas pela qualidade, que determinada empresa executa para satisfazer com excelência a necessidade dos seus clientes internos e externos. A Qualidade deve ser preocupação de todos os níveis de uma organização.

Evolução da Gestão da Qualidade Total (GQT)

Com o surgimento da industrialização os antigos artesões acabaram tornando-se operários em grandes unidades fabris. Sendo assim, como acontecia com suas obras os mesmos também eram inteiramente responsáveis pela fabricação de cada peça na linha de produção. Inicia-se assim, a primeira de cinco etapas do processo histórico da qualidade. Nesta primeira etapa, também chamada de Controle de Qualidade pelo Operador, os operários monitoravam e eram incumbidos de assegurar que a fabricação fosse executada com excelência. Esta fase não obteve grandes resultados, ficando claro no final da Primeira Guerra Mundial, onde o número de materiais bélicos fabricados com defeitos ou avarias era muito elevado. A segunda etapa iniciou-se com intuito de agilizar a produção e delegar a atividade de supervisionar a fabricação a um terceiro. Estava criada a segunda etapa, Controle de Qualidade pelo Supervisor. Nesta etapa forma selecionados trabalhadores com maior experiência e dado o título de supervisor no qual sua função era apenas de monitorar e fiscalizar todo o processo fabril. Com o aumento do volume da capacidade produtiva que a indústria estava apresentando, logo a figura do supervisor foi se tornando pouco relevante. Surge então a necessidade de adotar uma postura preventiva, criando-se a terceira etapa: Controle de Qualidade por Inspeção. Com intuito de prevenir grandes perdas e ganhos consideráveis no tempo de produção a terceira etapa surge também com o objetivo de garantir que normas de fabricações sejam seguidas. Estamos em meados da Segunda Guerra Mundial (para não nos perdemos no tempo ...rsrsrs). Findando o período de guerras, inicia-se a fase de reconstrução e restruturação dos países. Com esta fase a quarta etapa tem seu inicio: Controle Estatístico da Qualidade. Fase (1960) marcada pela preocupação na execução dos processos e métodos das produções das organizações, em que prevenir se tornou ponto crucial para um bom desenvolvimento do crescimento das empresas. Há a criação das sete ferramentas básicas da qualidade: Fluxograma, folha de verificação, diagrama de Pareto, diagrama de causa e efeito, histograma, diagrama de dispersão e carta de controle. A quinta e última etapa aparece em meados da década 70/80. Os japoneses lideraram esta fase com a criação de modelos de qualidade que são aplicados em todos os setores da empresa: financeiro, comercial, contabilidade, marketing e recursos humanos - Controle de Qualidade Total.




Nos tempos de hoje A Gestão da Qualidade Total se faz presente em grande parte das empresas que estão liderando o mercado. Uma empresa que não adota ou não dá a devida importância para este tema, possivelmente irá encontrar dificuldades no decorrer da sua existência. Está mais do que comprovado que as ferramentas criadas pela Gestão da Qualidade possuem grande relevância no cenário atual, sendo inadmissível no âmbito de competitividade sua sonegação por parte de alguns gestores. O consumidor busca incessantemente por produtos ou serviços com um grau elevado de qualidade e o diferencial entre as empresas é justamente a forma como elas atendem esta demanda. A qualidade deixou de ser um fator atrelado única e exclusivamente ao preço ou valor e tornou-se item obrigatório. Portanto, caso a necessidade não seja saciada o cliente simplesmente acaba recorrendo a um concorrente que irá fazê-lo. Se pararmos para analisar o cenário, podemos observar que a essência da Gestão da Qualidade nada mais é do que padronizar com o objetivo de antecipar erros que poderão interferir no processo desde o seu início (criação de um produto/serviço) até sua aquisição por parte do cliente. Ou seja, um ciclo sem fim de planejamento, monitoramento, revisão e execução buscando sempre a melhoria contínua (PDCA - irei abordar este tema em um próximo post).



PDCA (do inglês: PLAN - DO - CHECK - ACT / Plan-Do-Check-Adjust) é um método iterativo de gestão de quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de processos e produtos. Outra versão do ciclo PDCA é o OPDCA, onde a letra agregada "O" significa observação ou como algumas versões dizem "Segure a condição atual". Esta ênfase na observação e na condição atual é utilizada frequentemente na produção enxuta (Lean Manufacturing / Toyota Production System) do Sistema Toyota de Produção.​

Referências

JURAN, J. M. & GRYNA, Frank M. Controle da Qualidade Handbook. Conceitos, políticas e filosofia da qualidade. Tradução Maria Cláudia de Oliveira Santos. Revisão técnica TQS Engenharia. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.v.1 Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA

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