Aprendendo com a Disney: Filme Operação Big Hero

Já iniciamos essa conversa com um alerta! Se você ainda não assistiu e detestar spoils, eu convido você a parar de ler este texto aqui e ir ter a sua própria experiência vendo o filme e, depois volte para comentar sua impressão.





O filme tem uma história linda e emocionante, mas vamos nos ater a um acontecimento em específico (talvez eu volte a falar do filme em outro momento):

o momento da criação de um novo projeto.



Contando rapidamente a história do filme: "Cidade de San Francisco, Estados Unidos. Hiro Hamada é um garoto prodígio que, aos 13 anos, criou um poderoso robô para participar de lutas clandestinas, onde tenta ganhar um bom dinheiro. Seu irmão, Tadashi, deseja atraí-lo para algo mais útil e resolve levá-lo até o laboratório onde trabalha, que está repleto de invenções. Hiro conhece os amigos de Tadashi e logo se interessa em estudar ali. Para tanto ele precisa fazer a apresentação de uma grande invenção, de forma a convencer o professor Callahan a matriculá-lo. Entretanto, as coisas não saem como ele imaginava e Hiro, deprimido, encontra auxílio inesperado através do robô inflável Baymax, criado pelo irmão". (Fonte: adorocinema.com)



E é a esta parte em negrito que eu gostaria de falar!



Mesmo sendo reconhecido como um "garoto prodígio", Hiro encontra-se em uma maré de desespero por não achar o flow criativo para desenvolver o projeto que será o seu passaporte de entrada para o time do professor Callahan. No momento em que decide participar da competição, ele é influenciado por sua autoconfiança de pensar que será fácil desenvolver o tal projeto, afinal de contas as suas habilidades são claras e reconhecidas (apresentadas no início do filme).



Porém, na hora do “fazer acontecer”, a sua genialidade criativa o deixa na mão.



É possível parafrasear o filme e identificar uma situação muito comum na vida do empreendedor atual. A habilidade de gerenciar conflitos no dia a dia ou em criar estratégias para os produtos com uma certa recorrência, acaba levando alguns criativos a perder a sensação de borboletas no estômago, na construção de algo novo. Na hora de criar, o resultado é parecido ao que já foi feito antes e o empreendedor nem se surpreende mais.





O cérebro concentra-se em ativar sempre as mesmas referências, que gera comumente "soluções semelhantes" e não mais inovadoras – fora da curva. Vestidos com a capa da falsa criatividade, alguns empreendedores seguem utilizando uma fórmula que serviu em um outro momento, sem validar a sua eficácia para realidade atual. Além de que o ambiente econômico está completamente dominado por atores munidos de um volume significativo de informações, sejam elas corretas ou errôneas. Estamos na famosa era da informação.



Hiro precisava de algo mais do que novo, precisava de algo surpreendente, algo que principalmente o motivasse a empenhar-se em permanecer (bem característico do empreendedor, tem que da prazer em fazer).



Ele sabia que o grupo de pessoas que estava concorrendo a vaga era, sem dúvidas, composto pelos melhores da região e da época. Ele também tinha conhecimento de que o "público alvo" dele era incansavelmente exigente. Essas duas características, simplesmente travaram a mente do Hiro, no momento da criação.



Este bloqueio é bem comum para o empreendedor, quando se depara com uma situação importantíssima para a sua carreira ou para o seu projeto.



No filme, ele gasta muitas folhas de papel, tentando chegar no protótipo ideal, mas não tem resultados, começa a sentir raiva, depois entra em desespero, fica triste e simplesmente desiste. Até que o seu irmão mais velho (o provocador de toda essa situação), entra no quarto e decide ajuda-lo.



Sabe o que o Tadashi faz?



Ele simplesmente põe o Hiro de cabeça pra baixo, o apoia em suas costas e começa a sacodir ele, aos pulos. O Hiro, naturalmente, fica ainda mais chateado, briga com o irmão, pede para que ele o coloque no chão, porém Tadashi explica a razão de estar agindo daquela forma, e conclui: você precisa ver as coisas por um outro ângulo! UAU! É exatamente o que acontece. Embaixo da cama está a solução para o o problema que afligia o garoto de 13 anos.




Veja que ele não saiu do quarto, que ele não comprou nada novo, ele simplesmente observou o ambiente em que ele já estava trabalhando, de um ângulo diferente. A mente do empreendedor precisa sair do óbvio e buscar o diferente, o inusitado. Nem sempre se tem a oportunidade de ir para outro ambiente, contratar novos funcionários, por vezes o que é preciso é de alguém que esteja parcialmente “de fora” da situação, para colocar você de ponta cabeça e te sacudir até que de forma orientada clareie o que está deixando a visão turva. Talvez parecesse a coisa mais ineficiente possível, o Tadashi sacodindo o irmão no quarto, enquanto o tempo passava, mas na verdade ele estava ensinando uma grande lição para ele.



O objetivo deste texto é simples, é provável que a “resposta” que você está aguardando esteja mais próximo do que você imagina e/ou no mesmo ambiente em que você se encontra. Será que ao invés de desistir, você não está precisando apenas de alguém que de uma maneira organizada provoque você a sair do obvio, da “segurança do saber e do saber fazer”? Alguém que te coloque de ponta a cabeça e te faça ver as coisas da forma diferente? Nunca subestime a sua mente e o seu ambiente, explore-os!


Pronto para ver a situação por um outro ângulo?

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